quarta-feira, 29 de julho de 2015

4 técnicas para melhorar sua interpretação de texto


                                             

Muitas vezes ao ler um texto encontramos dificuldades em compreendê-lo, não é mesmo? Isso ocorre com muitas pessoas, mas o que a maioria não sabe é que existem técnicas que ajudam muito na interpretação de texto, e é sobre isso que vamos falar nesse texto. Depois de dominar essas técnicas certamente você vai ter facilidade em entender até os textos mais difíceis!

Primeiramente é preciso entender como funciona o processo de interpretação. A Hermenêutica, a área da filosofia que estuda isso, diz que é preciso seguir três etapas para se obter uma leitura ou uma abordagem eficaz de um texto:

Pré-Compreensão: supõe-se que ao iniciar a leitura a pessoa já tenha conhecimentos prévios sobre o assunto ou área específica.
Compreensão: já tendo a pré-compreensão, o leitor vai se deparar com informações novas ou reconhecer as que já sabia. Através da pré-compreensão a pessoa amarra a informação nova com a que ela já tem e capta a intencionalidade do texto.
Interpretação: é a resposta que o leitor dá ao texto depois de compreendê-lo, pois para haver a interpretação é preciso “conversar” com o texto. É formada então o que se chama “fusão de horizontes”: o do texto e o do leitor. A interpretação supõe um novo texto. Significa abertura, o crescimento e a ampliação para novos sentidos.
Depois de entendido o processo de interpretação de texto, seguem as dicas de como chegar nessas três etapas.

1) Leia com um dicionário próximo

Uma maneira de chegar à pré-compreensão é ler bastante, e ajuda muito ter um dicionário do lado para auxiliar no entendimento do significado das palavras. Se você se deparar com alguma palavra que não conhece, anote essa palavra juntamente com o significado num caderninho. Desta maneira seu vocabulário se tornará mais extenso.

2) Faça paráfrases

A paráfrase é uma explicação ou uma nova apresentação do texto, onde são seguidas as ideias do texto sem copiá-lo, para isso é necessária a compreensão do mesmo, esse um ótimo exercício de interpretação de texto. Existem vários tipos de paráfrases mas, para o vestibulando, recomenda-se o estudo das seguintes:

Paráfrase-resumo: sublinhe as ideias principais, depois identifique as palavras-chave e faça um resumo. Resumir é escrever com as suas palavras as ideias principais do texto.
Paráfrase-resenha: além de resumir, você deve dar suas opiniões sobre o texto e justificá-las.
Paráfrase-esquema:texto esquematizado em tópicos ou pequenas frases com as ideias principais do texto lido.
3) Leia no papel

Um estudo realizado em 2014 comprovou que pessoas que leram pequenas histórias de mistério em um Kindle, um tipo de leitor digital foram consideravelmente piores ao elencar a ordem dos eventos do que os que leram a história em papel. Os pesquisadores explicam que isso se dá por não poderem virar as páginas ou controlar o texto fisicamente por meio de dobras, sublinhados e anotações. Isso limita a experiência sensorial e reduz a memória de longo prazo do texto, assim prejudicando a capacidade de interpretação. Por isso, sempre prefira textos impressos.

4) Reserve um tempo do seu dia para ler devagar

Recomenda-se separar entre 30 e 45 minutos diários para ler, mas isso deve ser feito longe de dispositivos tecnológicos, já que esses podem causar distrações. Assim é possível fazer uma leitura linear, que é a maneira como nosso cérebro lia antes da internet, aproveitando a vantagem de detalhes sensoriais.

A capacidade de ler longas sequências é perdida se não a usamos, separando esse tempo para leitura, o cérebro recupera a capacidade de realizar a leitura linear. E esse é só um dos muitos benefícios da leitura, que além de exercitar o cérebro traz conhecimento, reduz o estresse e melhora a concentração.

Lembrando que a prática leva à perfeição. Então se você ler bastante usando essas dicas, com certeza estará preparado para ler e compreender diversos textos.

Até mais!

Fonte: http://canaldoensino.com.br/blog/4-tecnicas-para-melhorar-sua-interpretacao-de-texto
LUDICIDADE NA APRENDIZAGEM

Coordenação motora, lateralidade. socialização, sequenciação, seriação, entre outras possibilidades lúdicas para estimular e desenvolver diferentes habilidades.















Psicopedagoga Simone Bauler Reiter

Trabalhando multiplicação de forma lúdica







MULTIPLICAÇÃO DIVERTIDA!
Brincar de multiplicação com peças de dominó!
A criança deve achar a peça de dominó que as bolinhas de um lado multiplicado pelas bolinhas do outro lado tenham como resultado o número que aparece na cartela.
Quem não sabe a tabuada decorada pode utilizar palitos ou pesquisar numa tabela de tabuada . 
A criança deve ser levada a pensar , por exemplo : o resultado é 18 , na tabuada temos 2x9 e 3x6 , a criança deve perceber que não temos peças com 9 bolinhas ...
Foi muito bacana !!


Fonte: JKellartes - Atividades para Educação Especial



quarta-feira, 22 de julho de 2015

Dislexia aspectos básicos


Associação figura à letra inicial, podendo variar para letra mediana ou final


Postado por Psicopedagoga Simone Bauler Reiter

domingo, 7 de junho de 2015

INCLUSÃO: OS DIFERENTES MODELOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM


OS DIFERENTES MODELOS DE ENSINO E APRENDIZAGEM

Na escola, em uma sala de aula, temos alunos com diferentes estilos e modelos de aprendizagem. Ao mesmo tempo, temos professores que apostam em diferentes estilos de ensino, que podem levar ao sucesso ou ao fracasso escolar, dependendo de como o aluno consegue de adaptar ao método de ensino escolhido.
Entre estes modelos, podemos citar:


                                                 


- modelo receptivo: caracterizado pela memorização de conteúdos e acúmulo de conhecimentos. Neste modelo, o professor fala e o aluno ouve. Os conhecimentos anteriores dos alunos são desconsiderados. Nesta visão, espera-se que o aluno interaja e incorpore o novo material em contextos formais;
- modelo por assimilação: valoriza o estabelecimento de relações com conhecimentos escolares anteriores, além de valorizar a aprendizagem significativa a partir do momento em que o aluno pode relacionar, a aprendizagem atual, com as suas experiências anteriores. O aluno se apropria do novo e, ao aplicar o conhecimento, ele é capaz de evidenciar o aprendizado;
- modelo por descoberta: enfatiza a descoberta de princípios e conceitos, por meio do esforço do próprio aluno, valorizando a prática e a experimentação como facilitadora do aprendizado. O conteúdo essencial a ser aprendido não é dado, e sim, descoberto pelo aluno e, por consequência, deve ser incorporado na estrutura cognitiva do aluno.
Tanto os modelos receptivo, por assimilação e por descoberta podem se transformar em aprendizagens significativas dependendo do contexto que ocorram.

- método por substituição de conhecimentos: cada aluno constrói o conhecimento ao longo da vida mas, muitas vezes, esses conhecimentos são considerados como errôneos ou informais por não atenderem aos critérios de validade de conhecimentos científicos. Significa substituir as concepções erradas ou espontâneas pelos conhecimentos científicos;
- método por construção: esta visão leva em conta que, ao aprender, o aluno chega a solução de um problema construído o conhecimento pela sua ação. Para isto, o ambiente tem um papel muito intenso na construção do conhecimento e na produção do saber. Sendo assim, o conhecimento nunca está pronto e acabado e os conhecimentos são construídos pelos alunos mediante o estímulo e o desafio.

Fonte: http://atividadeparaeducacaoespecial.com/category/disturbios-na-aprendizagem/

sexta-feira, 5 de junho de 2015

Conheça o DPAC – Distúrbio do Processamento Auditivo Central

Além dos tipos mais conhecidos de perdas auditivas (a condutiva e a neurossensorial) e da Neuropatia Auditiva, existe um outro tipo de distúrbio relacionado com a audição humana, mas que, ao mesmo tempo, não é bem classificado como perda auditiva. Estamos falando do Distúrbio do Processamento Auditivo Central (DPAC), também chamado de Disfunção Auditiva Central ou Transtorno do Processamento Auditivo.

O DPAC é caracterizado por afetar as vias centrais da audição humana, ou seja, as áreas cerebrais relacionadas às habilidades auditivas e de interpretação das informações sonoras. Na maior parte dos casos, o sistema auditivo periférico (tímpano, cóclea, nervo auditivo) encontra-se totalmente preservado, daí o motivo do DPAC dificilmente levar a nomenclatura de Surdez Central. A principal consequência do distúrbio está no processamento das informações captadas pelas vias auditivas. Assim, a pessoa ouvirá claramente a fala humana, mas terá dificuldades em decodificar e interpretar a mensagem recebida. Veja, a seguir, a explicação sobre o DPAC em imagens.

 



Fonte da imagem: http://enfrentandooautismo.blogspot.com.br/

Em indivíduos sem alterações do Sistema Auditivo Central, a área relacionada ao processamento auditivo é composta das seguintes habilidades: atenção seletiva, discriminação, localização, reconhecimento do som, compreensão, integração (integrar o som aos outros órgãos dos sentidos) e memória auditiva. O DPAC pode atingir uma ou várias destas habilidades, em diferentes graus. As mais afetadas costumam ser as relacionadas com as funções de decodificação (entender o que se ouve), codificação (construir uma informação com base no que se ouviu), memória auditiva e prosódia (capacidade de entender o duplo sentido das palavras).

Gilda Viana, mãe do Cauã, de oito anos, comenta sobre as dificuldades auditivas de seu filho. “Ele foi encaminhado à fono pela escola devido à troca nos fonemas, somente na escrita, P com B, D com T, F com V, C com G. Fomos em uma fono em que não obtivemos grandes avanços, então tirei-o desta fono e coloquei ele no Kumon. Mas, no início deste ano, a escola pediu que o levasse novamente à fono, e por sorte encontrei uma excelente profissional, que pediu o exame DPAC, onde o resultado deu positivo, de grau moderado. O problema dele é mais na decodificação dos sons”, afirma.

Causas, diagnóstico e tratamento

As causas mais comuns do DPAC são por origem genética, lesões cerebrais por anóxia ou traumatismo craniano, presença de outros distúrbios neurológicos, atraso maturacional das vias auditivas do Sistema Nervoso Central ou por envelhecimento natural do cérebro. Por isso, a maior parte dos diagnósticos é feita em crianças e idosos. Os principais sintomas que podem ser percebidos em grande parte dos casos são: a presença de zumbidos ou alucinações auditivas, dificuldade para ouvir em ambientes ruidosos, dificuldade em acompanhar informações auditivas complexas e em localizar fontes sonoras, falta de interesse por música e extrema desatenção auditiva. Particularmente em crianças o DPAC se manifesta através de dificuldades de concentração, memorização, aprendizagem, leitura, escrita e também pela troca de fonemas, e pode vir acompanhado de outros distúrbios, como o Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH).

Este é o caso de Victor Gabriel, de sete anos. Sua mãe, Sonia Freitas, conta que, junto com o DPAC, seu filho também recebeu o diagnóstico de TDAH. “Meu filho foi diagnosticado com DPAC e TDAH. Após avaliações com neuropediatra, testes psicológicos e exames fonoaudiológicos que acusaram a origem dos problemas, hoje ele necessita de medicação (Venvanse, 30mg), acompanhamento com psicopedagoga e terapia de cabine com a fonoaudióloga. Ele já foi alfabetizado e está no segundo ano escolar”, diz ela.

Nos mais jovens, é de extrema importância que o diagnóstico seja efetuado o quanto antes, para que as sequelas no aprendizado escolar sejam superadas mais facilmente. O cérebro humano tem, principalmente durante a infância, uma grande flexibilidade em seu desenvolvimento, o que é chamado de plasticidade neural. Com o tratamento fonoaudiológico e o apoio de uma equipe pedagógica adequada desde cedo, a criança possuirá muito mais chances de um ótimo desempenho escolar, pois seu cérebro estará sendo treinado a compensar, através da propriedade da plasticidade citada acima, as falhas neurológicas das vias auditivas centrais.

O diagnóstico do DPAC é composto de procedimentos um pouco mais elaborados do que as análises audiométricas comuns, pois é importante diferenciar a perda de audição localizada no órgão sensorial (ouvido) da alteração do processamento auditivo central. Para isso, é exigido, além das audiometrias padrão, testes para PAC (monóticos, dióticos e de interação binaural) e de avaliação do desenvolvimento linguístico e do comportamento auditivo. A idade mínima para tal diagnóstico é a partir dos quatro anos, e estes exames são realizados pelo próprio profissional fonoaudiólogo, com ou sem o uso de cabine acústica (o que depende da especificidade de cada caso), porém, ainda não são muito comuns e não costumam fazer parte da rotina dos hospitais públicos brasileiros. Apenas alguns convênios particulares cobrem tais procedimentos.

Os exames apontarão em quais habilidades auditivas a criança possui maior dificuldade, e isto vai servir de orientação para a escolha dos exercícios e das técnicas de treinamento auditivo que o fonoaudiólogo exercitará com a criança. Atividades, jogos e o uso da cabine acústica são alguns dos recursos utilizados na reabilitação. Um trabalho multidisciplinar que envolva também os pais, a escola e os professores é de extrema importância para o desenvolvimento global do indivíduo com DPAC. Infelizmente, em muitos casos a escola não dá a devida atenção às necessidades específicas do aluno com este distúrbio auditivo, preferindo taxa-lo de “preguiçoso” ou “incapaz”, conforme nos conta Soleci Gottardo, mãe do João, de oito anos, que passou por uma experiência preconceituosa na antiga escola em que estudava.

“As dificuldades do João começaram a aparecer no ano passado, quando ele deveria se alfabetizar. A escola me chamou e disse que ele não estava conseguindo evoluir e que eu deveria procurar ajuda. A médica pediu todos os exames, e entre eles, o exame de processamento auditivo, e no final veio o diagnostico do DPAC. Então, ele começou um acompanhamento com uma fonoaudióloga e continua também com a psicopedagoga. Mas tive que trocá-lo de escola na metade do ano, porque a escola insistia que o João não fazia as atividades porque não queria e que só escutava aquilo que era conveniente para ele. Eu levei todos os exames e atestados, mas a escola não entendeu ou não quis entender, e simplesmente o expulsou de lá. O pior foi que eles falaram para o João para ele procurar outra escola e que ele não precisava nem ir para a aula no dia seguinte. Fui lá conversar, mas o colégio não mudou de opinião, e no último dia, quando fui buscar a transferência, eles afirmaram que o João não tinha problema de aprendizagem, mas sim falta de limite e que ele não tinha se adaptado ao método do colégio. A diretora chegou a falar que não adiantava ficar com uma criança que produzia menos que as outras”, conta Soleci.

Tratamentos alternativos e orientações aos pais e mestres

Além do acompanhamento de uma equipe multidisciplinar, alguns especialistas defendem também uma terapia Homeopática, pois acreditam que tais substâncias tornam o cérebro mais receptivo aos estímulos, acelerando o resultado do tratamento fonoaudiológico. Outra opção para auxiliar a criança com DPAC é o uso do Sistema FM na escola, pois este equipamento também pode ser utilizado em indivíduos sem perda auditiva periférica. O FM amplificará a voz do professor, fazendo com que a criança volte sua atenção mais facilmente para o que este explica em sala de aula. E se, além do DPAC, o diagnóstico também apontar perda auditiva condutiva ou neurossensorial, a criança deverá usar AASI (Aparelhos de Amplificação Sonora Individual) ou Implante Coclear, dependendo do grau de sua perda.

Veja a seguir algumas dicas para pais e professores para ajudar no desenvolvimento das crianças com DPAC (orientações retiradas e adaptadas do site Prontuarioidmed.com.br).

– Reconhecer que o indivíduo não tem controle de suas dificuldades.

– Compreender que a criança não tem dificuldades com os seus recursos intelectuais. Ajude-a a descobrir seus talentos.

– Falar com um ritmo contendo pausas nítidas, com articulação clara, com ênfase na entonação e dando pista orofacial.

- Não negar a repetição do que foi dito quando a criança não compreendeu anteriormente.

– Guardar uma posição preferencial do indivíduo com DPAC em sala de aula, isto é, de modo a permitir a completa visualização do rosto do professor.

– Se possível, entregar a aula impressa para o aluno antes de ministrar.

– O professor de educação física e o de música podem ajudar com treinamento auditivo durante as atividades.

– Reconhecer que pode ocorrer cansaço mental antes do esperado. O descanso mental significa uma atividade motora, como subir e descer escadas.

– Cuidar do ruído do ambiente físico para garantir a inteligibilidade da fala.

– Realizar solicitações em frases curtas, dando uma ideia por vez. Ex.: Abra o estojo. Procure o lápis preto. Pegue o lápis preto.

– Assegurar-se de que a criança compreendeu as solicitações, pedindo-a para repetir o que foi dito. Falar alto quando precisar chama-la.



Por Ana Raquel Périco Mangili.
Fonte: http://www.adap.org.br/site/index.php/artigos/161-conheca-o-dpac-disturbio-do-processamento-auditivo-central