segunda-feira, 6 de abril de 2015

Formas para lidar com crianças ou adolescentes com TDAH


O que é Déficit de atenção ou TDAH

Caracteriza-se principalmente, pela desatenção, pela agitação e pela impulsividade. Crianças hiperativas também são capazes de aprender, porém, encontram dificuldades no desempenho escolar devido ao impacto que os sintomas deste transtorno causam.
Para elas, concentrar-se é algo difícil. Distraem-se com facilidade, não lembram de suas obrigações, perdem e esquecem objetos com freqüência, têm dificuldades em seguir instruções e se organizarem, falam de maneira excessiva a ponto de não serem capazes de esperar a sua vez, o que as leva a responderem perguntas antes mesmo delas serem concluídas.
A hiperatividade caracteriza-se também por um descontrole motor bastante acentuado, que faz com que as crianças tenham movimentos bruscos e inadequados, mudanças de humor e instabilidade afetiva.
TDAH
Cientificamente, este transtorno está ligado à produção de neurotransmissores (substâncias produzidas no sistema nervoso central responsáveis pela regulação do mesmo). Todos os seres humanos possuem uma área no cérebro que desenvolve o equilíbrio entre a percepção, a estimulação ambiental e a capacidade de resposta do cérebro a tudo isso. O TDAH origina-se, quando ocorre uma deficiência nesse processo como, por exemplo, na produção de substâncias como a dopamina, é gerada uma falta de equilíbrio nesse sistema. Os sintomas da hiperatividade costumam melhorar ou até mesmo desaparecer em grande parte das crianças quando elas atingem a puberdade, embora, em alguns casos, possa continuar na adolescência e na vida adulta. Existem algumas crianças que possuem maior propensão a ter estes problemas conforme a carga hereditária, ou seja, filhos de pais hiperativos, irmãos de pessoas hiperativas e os irmãos gêmeos.
Segundo estudos, além da deficiência na produção de neurotransmissores, a hiperatividade também pode ser causada por outros motivos como a ansiedade, frustrações, depressões, e outros fatores,
Desta forma o Déficit de atenção ou Hiperatividade (TDAH), afeta a criança no seu meio social, escolar e familiar, prejudicando seu relacionamento com colegas, professores, familiares devido a desatenção, hiperatividade e impulsividade.

Detectando a Hiperatividade

TDAH
  • A criança tem dificuldade para manter-se parada ou sentada muito tempo.
  • Muito agitada, corre bastante ou sobe excessivamente nas coisas.
  • Bastante Inquieta, mexendo com as mãos e/ou pés, ou se remexendo na cadeira.
  • Extremamente elétrica
  • Conversa excessivamente.
  • Não consegue fazer atividades silenciosas
  • Responde imediatamente as perguntas antes mesmo de serem feitas totalmente.
  • Interrompe com frequência as conversas e atividades alheias.
  • Bastante dificuldade em esperar sua vez em filas e brincadeiras.
Para atestar que a criança tem TDAH deve-se fazer o diagnóstico, neste caso os sintomas devem interferir de forma significativa na vida da criança através de comportamento repetitivo em diferentes ambientes, por exemplo.
TDAH
O diagnóstico e tratamento de crianças com TDAH demandam a intervenção psicológica, psicopedagógica, pedagógica e médica (neurologista/pediatra e outros profissionais, se necessário). De acordo com esta abordagem envolvendo essas áreas do conhecimento origina-se então um processo de treinamento dos pais e também da escola para controlar o comportamento dos filhos e/ou alunos, um programa pedagógico adequado e possíveis medicamentos, caso seja necessário e prescrito por profissional da área de saúde.
A escola e os professores  também possuem um papel essencial no desenvolvimento das crianças quem tem TDAH. Para que o aluno obtenha sucesso na aula pode exigir uma série de intervenções. Crianças hiperativas podem continuar na classe regular com pequenas adaptações no ambiente estrutural como a modificação do currículo e estratégias adequadas.

Dezoito formas para lidar com crianças ou adolescentes que tem TDAH

TDAH

1. Reduzir os atrasos de tempo e comunicar o tempo.

Se possível, reduzir ao mínimo os tempos de espera.
Usar timers, relógios, controladores de tempo ou outros dispositivos que mostrem o tempo como algo físico quando houver limites de tempo para a realização de tarefas.

2. Comunicar informações importantes.

Colocar lembretes, dicas, sugestões e outras informações-chave em pontos críticos do local para lembrar à criança ou ao adolescente o que deve ser feito.

3. Comunicar a motivação (pensar “vencer/vencer”).

Usar sistemas de símbolos, programas de recompensa, privilégios ou outros reforçadores para ajudar a motivar a criança ou o adolescente com TDAH.

4. Comunicar a resolução do problema.

Tentar reduzir os problemas mentais a problemas físicos ou tarefas manuais, em que as peças do problema podem ser manualmente manipuladas para se encontrar soluções ou criar novas ideias.

5. Usar o retorno imediato.

Agir rapidamente após um comportamento para proporcionar imediato retorno positivo ou negativo.

6. Aumentar a frequência das consequências.

Proporcionar mais retorno e conseqüências para o comportamento com mais frequência do que é necessário para uma criança ou adolescente que não tenha TDAH.

7. Aumentar a responsabilidade em relação aos outros.

Fazer a criança ou o adolescente ser explicitamente responsável por alguém várias vezes durante o dia (ou durante a tarefa ou o local) quando coisas precisarem ser feitas.

8. Usar recompensas mais visíveis e artificiais.

As crianças e os adolescentes com TDAH necessitam de incentivos mais fortes para motivá-los a fazer o que os outros fazem com pouca motivação externa por parte de outras pessoas.

9. Mudar periodicamente as recompensas.

As pessoas TDAH parecem se entediar mais facilmente com algumas recompensas; por isto, periodicamente, você pode precisar encontrar novas para manter o programa interessante.

10. Tocar mais, falar menos.

Quando você precisar dar uma instrução, aprovação ou reprimida:
Vá até a criança ou o adolescente.
Toque-o (com afetividade) na mão, no braço ou no ombro.
Olhe-o nos olhos.
Declare brevemente (!) o que quer lhe comunicar.
Depois encoraje a criança ou o adolescente a repetir o que você acabou de dizer.

11. Agir, não falar demais.

Proporcione consequências mais imediatas para lidar com o bom e o mau comportamento, em vez de ficar “falando sem parar no assunto”, resmungando ou fazendo longos discursos moralizadores sobre o problema.

12. Negociar, em vez de impor.

Seguir estes seis passos para uma negociação efetiva do problema.
Defina o problema: escreva-o e mantenha os membros da família informados da tarefa.
Gere uma lista de todas as possíveis soluções. Não são permitidas críticas neste estágio.
Depois que todas as soluções tiverem sido listadas, deixe cada pessoa criticar brevemente cada possibilidade.
Escolha a opção mais agradável.
Torne este um contrato de comportamento (todos os membros da família devem assiná-lo).
Estabeleça penalidades por quebra do contrato.

13. Conservar seu senso de humor.

Descubra o humor, a ironia, a frivolidade ou as coisas cômicas que acontecem na vida diária com as crianças ou os adolescentes e ria com seu filho sobre tais coisas.

14. Usar as recompensas antes da punição

Você quer mudar um comportamento problemático?
Identifique o comportamento positivo ou pró-social que você quer para substituir o comportamento problemático.
Recompense generosamente (elogie, aprove) o novo comportamento toda vez que o observar.
Após uma semana fazendo isto, use uma punição leve (uma saída, a perda de um símbolo ou privilégio) quando o comportamento problemático alternativo ocorrer.

15. Antecipar os ambientes problemáticos (especialmente para crianças pequenas) e fazer um plano de transição:

Antes de iniciar uma nova atividade ou tarefa ou antes de entrar em um lugar novo, pare!
Reveja duas ou três regras que a criança precisa obedecer.
Faça a criança repetir essas regras.
Estabeleça um incentivo ou recompensa.
Estabeleça a punição que será usada.
Dê à criança algo ativo para fazer na tarefa ou no novo local.
Comece a tarefa (ou entre no novo local) e então siga seu plano.
Recompense durante toda a tarefa ou atividade.

16. Mantenha um senso de prioridades.

Segundo um dito popular, “Não se desgaste por pouco”. Grande parte do que pedimos às crianças ou aos adolescentes fazerem são coisas pouco importantes e tediosas no esquema maior de seu desenvolvimento.
Concentre seus esforços nas atividades ou tarefas importantes que mais importam a longo prazo (escola, relação com os pares, etc.), e não nas tarefas menores, menos importantes (limpar, catar coisas, etc.) que pouco contribuem para o desenvolvimento a longo prazo.

17. Mantenha uma perspectiva do sintoma.

O TDAH é um transtorno neurogenético; seu filho não escolheu ser assim.

18. Pratique o perdão (de seu filho ou de você mesmo ou dos outros que possam interpretar mal o comportamento de seu filho).


Fonte: http://www.ganhesempremais.com.br/

Atividades cinestésicas e de identidade para alunos com Déficit de Atenção


Acreditamos que a criança que tem qualquer transtorno, assim como qualquer criança, não gosta de aula sem criatividade, em termo popular, aquela aula “chata”, entediante. Este tipo de aula deve ser revista e feita de uma forma lúdica, alegre, motivadora.  Os pais também devem proporcionar a estas crianças a complementação do conhecimento de sala de aula, com métodos lúdicos, interessantes e alegres. O momento da aprendizagem deve ser prazeroso e  não traumático.
Neste momento trabalharemos com atividades relativas a identidade do aluno associando-a ao conhecimento de si mesmo e ao conhecimento alfabético, esta atividade pode ser feita com alunos que tenham déficit de atenção usando letras móveis.
atividades

Atividade 01

– Trabalhando a Identidade
1.    Escreva seu nome completo
2.    Retire do seu nome:
a)    As vogais
b)    As consoantes
3.    Quantas consoantes tem seu nome?
4.    Quantas vogais tem seu nome?
5.    Escreva 4 nomes próprios que comecem com a letra A
6.    Conte as sílabas dos nomes escritos na questão de número 5.

Nome do aluno: ______________________________________
Série: _____________________________________________

atividades

Atividade 02

– Atividade para aprender palavras de uso frequente utilizando as destrezas visuais e cinestésicas. Observe cuidadosamente as palavras nesta folha. A seguir complete em cada espaço a letra que falta para completar a palavra (1º ano).

O V O

O __ O

__V O

__ __ O

__ __ __

P A T O

P A __ O

P __ T O

__ A T O

__ __ __ O

F A C A

F __C A

F A __ A

F A C __

C O M E

C __ M E

C O __ E

C __ __ E

__ __ __ __

– Folha de trabalho para escrever palavra de uso frequente. Olhe a palavra em cada linha, você deve olhar as letras que estão depois da palavra e colocar um círculo em volta das letras que formam a palavra. Depois deve escrever a palavra. (1º ano)

1. ele                r m e s p l d c e m          _________________

2. mas              x  e m e a t e s w u        _________________

3. teve              b n t l u e q v a l e          _________________

4. havia            h s p a r v k v t i n a       __________________

5. mesa           b m w d e j o s z a h       __________________

6. piso             m u p r t i s d o w q        __________________

7. tem             s c n t j e d a n m p         __________________

8. mamãe       m n a u o m i ã h d e       __________________

9. disse          z s d n i b g c e s             __________________

10. céu          z x b c t i é l n u m o        ___________________

Fonte: http://www.ganhesempremais.com.br/

Dicas para os pais lidarem com crianças que tem Transtorno do Déficit de Atenção /Hiperatividade


Sabemos que educar um filho com Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade, não é tarefa das mais simples. Paciência, firmeza e disciplina são algumas das características que os responsáveis que convivem com  a criança que tem TDAH precisam ter. Além de seguir com comprometimento o tratamento prescrito pelos profissionais de saúde. Para auxiliar a todos existem algumas dicas simples que podem facilitar a vida dos pais ou responsáveis e da criança.
Déficit de atenção
1.Todas as crianças precisam de exemplo, tranquilidade e do suporte dos pais e/ou responsáveis. O ambiente pode agravar ou melhorar os sintomas de uma criança com Déficit de atenção ou TDAH.  Um lar estruturado com harmonia e carinho é importante para qualquer criança, e indispensável para as quem tem TDAH, que precisam de bastante suporte para superar suas dificuldades.
2. As regras precisam ser claras e que sejam seguidas por todos. Os pais atuam como exemplo, um modelo a ser seguido pelos filhos, portanto, devem agir como gostariam que eles agissem. Só assim a criança terá parâmetros de comportamento bem definidos e saberá o que é exigido dela.
3. Elogie, elogie e elogie: pais, é sempre melhor dar atenção aos bons comportamentos do que punir sempre que algo indesejável acontece. Não espere pelo comportamento perfeito, valorize pequenos passos alcançados. Lembre-se que a criança está sempre tentando corresponder às expectativas, mas às vezes não consegue. Crianças que tem Transtorno do Déficit de Atenção ou Hiperatividade, tendem a ser muito criticadas, rotuladas de bagunceiras,  desobedientes e indisciplinadas, e podem se sentir frustradas por não conseguirem corresponder às expectativas dos adultos. Procure compreender sempre, ofereça atenção e carinho ao seu filho.
Déficit de atenção
4. Elogiar não é sinônimo de permissividade: Dar carinho e atenção não significa deixar de educar com firmeza, impondo limites quando necessário precisa-se ter autoridade sem perder a ternura. A criança precisa aprender a cumprir regras e o respeito a elas deve ser exigido. Tenha como hábito ler sobre o assunto para entender o que se passa com seu filho e qual a melhor maneira de ajudá-lo. Compreenda suas limitações. Não exija demais dele, e invista em suas potencialidades. Profissionais da área de saúde mental e educacional, como psiquiatras, psicólogos, neurologistas, psicopedagogos e pedagogos, especializados em Transtorno do Déficit de Atenção e Hiperatividade (TDAH), são sempre a melhor fonte para recomendar livros, textos e sites(Blogs) relacionados. E, lógico, recomendo este Blog (ganhe Sempre mais) que sempre terá novidades, estratégias, atividades, que poderão auxiliá-los neste sentido.
5. É necessário saber lidar com birras e crises de raiva: Crianças com Transtorno do Déficit de atenção e Hiperatividade (TDAH) podem apresentar comportamento explosivo. Quando algo dá errado elas podem sentir-se muito frustradas e descontar em pessoas ou coisas a sua volta. Quando essas crises acontecem, procure reconhecer as fases:
Déficit de atenção
– antes da birra
– momento da raiva
– recuperação (quando a criança começa a se acalmar)
– reparação (um bom momento para dialogar)
Seja paciente, tente não criticar ou lembrar a criança sobre o que fez. Após explicar as suas consequências deste tipo de atitude, esqueça o assunto.
6. Cumprir ordens: ajude seu filho a manter o quarto arrumado, pois é, muitas vezes pode parecer mais fácil arrumar o quarto você mesmo do que persuadir seu filho a fazê-lo. Porém, em longo prazo, ele terá que assumir a responsabilidade por seu próprio quarto. Procure transformar o que parece uma difícil tarefa com regras claras e simples. Arrumar o quarto junto com seu filho pode ser um ótimo começo. Com o tempo e com o seu incentivo, seu filho estará apto a arrumar o quarto sozinho.
7. Evite acidentes domésticos: Ter uma criança impulsiva dentro de casa traz alguns perigos. Fique atento a todas as atividades que seu filho realizar. Caso ele vá andar de bicicleta, por exemplo, seja firme quanto à necessidade do uso do capacete e de qualquer equipamento de segurança. Ajudar seu filho a criar o hábito de manter bicicletas e brinquedos longe dele durante a noite também é essencial.

Fonte: http://www.ganhesempremais.com.br/

Estratégias para melhorar a percepção visual das crianças com déficit de atenção


Percepção de formas

Trabalhar a percepção da criança com déficit de atenção, desde a percepção de formas imprecisas até chegar gradualmente a percepção dos traços das letras, dos números e das palavras. Procurando fazer com que a criança perceba as formas e deste modo obter a concentração da mesma. Através destas atividades a  criança com déficit de atenção pouco a pouco diferencia símbolos distintos, que são dados por pontos, claros e escuros, linhas, ângulos, que marcam sua figura. A criança vai diferenciando figuras e traços, e chega a internalizar os elementos que constituem formas mais especificas tanto nas figuras como nas letras.
Déficit de atenção

EXERCÍCIOS

1. Percepção de formas básicas no ambiente: descobrindo formas do ambiente, fazendo que ela as reproduza em um molde de formas geométricas, na lousa, no papel, etc. Ex: pedir para que as crianças encontrem um quadrado na sala de aula, um círculo, um triângulo em alguns objetos na sala.
Déficit de atenção
2. Classificação de formas segundo um critério: dar-lhes fichas de formas quadradas, circulares, curvas e triangulares. Pedir que as agrupem em famílias e que pensem em nomes para dar a essas famílias. Pode ser usado jogos de formas geométricas também.
Déficit de atenção
3. Classificação de formas segundo vários critérios: considerar mais além de outras variáveis com o tamanho e cor. Peça que haja grupos de acordo com o tamanho, forma e cor, lhes dizendo, por exemplo:

– Procure todos os quadrados.
– Agora, separe os grandes dos pequenos.
– Olhe os triângulos pequenos! Como podem se separar em grupo?

4. Simbolização de formas geométricas: utilizando formas geométricas peça que construam uma casa, um avião, uma figura humana, etc.
Déficit de atenção
5. Discriminação de fundo: peça que discriminem formas em um fundo, que sejam letras, figuras, números, etc. Por exemplo:
– Pedir que tracem as figuras que encontrarem com diferentes cores.
– Pedir que encontrem a figura da moldura no desenho.

6. Completar figuras: pedir que completem as partes das figuras que faltam.

7. Identificação de palavras com seus correspondentes. Configurações: apresente palavras (que não possam ainda ler) e peça que as moldurem, para que eles percebam que há letras de diferentes alturas. Em seguida apresente cartões com as configurações recortadas, e peça que os coloquem em cima das palavras da configuração correspondente.

RATO – PATO – MACACO
Déficit de atenção
8. Identificação do objeto diferente: apresentar uma caixa que contenha alguns objetos e entre esses um diferente. Peça que tirem o que é diferente. Por exemplo:
– Um caixa com fichas quadradas e entre essas uma redonda.
– Alguns palitos de sorvete vermelhos e somente um azul.
– Uns cubos pequenos e um grande.

9. Identificação da forma diferente: Para que o exercício anterior se dê de maneira concreta. Este exercício se faz através da representação gráfica, com diferentes graus de dificuldade:
– Cartões com figuras, onde o elemento diferente varia em forma e cor. Pergunte qual é o elemento diferente e por quê.
– Cartões com figuras nos quais o elemento diferente varia em tamanho, cor e forma.
– Cartões com elementos da mesma cor nos quais o elemento diferente varia em categoria.
– Apresentar quatro ou mais figuras onde o elemento diferente varie em um detalhe direcional.
Déficit de atenção


10. Identificação de letras semelhantes e diferentes: Uma folha de papel com letras e pedir que:
– Risque com um lápis de cor o cartão que mostra as letras iguais.
– Risque as letras diferentes utilizando uma cor diferente para cada uma.

11. Identificação de detalhes similares ou diferente: exemplos:
– Discriminação de desenhos pares.
– Identificar o desenho que não forma partes do grupo em cada linha.
– Identificar os desenhos similares em cada linha
– Identificar quais desenhos são pares (figuras abstratas). Pinte da mesma cor os pares.
– Identificar as figuras iguais em cada linha e pinte-as da mesma cor.
Através destas atividades as criança com déficit de atenção, poderão melhorar tanto sua percepção visual como sua concentração.

Fonte: http://www.ganhesempremais.com.br/

Estratégias e exercícios para alunos com Déficit de Atenção


A pessoa que tem dificuldade de aprendizagem é afetada em toda sua totalidade, ela sofre pela desvalorização e críticas que provém dos demais, pela subestimação que sente por não conseguir cumprir com aquilo que espera de si mesma, e com que os outros esperam principalmente no ambiente familiar. O fracasso na aprendizagem toca tanto o ser íntimo, como o social, justamente pelo lugar que tem o sucesso social em nosso mundo.
Podemos dizer que o baixo rendimento escolar converteu-se em sinônimo de fracasso na vida. O sujeito é construído perseguindo as ideias que lhe são propostas ao longo de sua existência. Deste modo é o produto dessas identificações sucessivas que formam a trama do ser eu.
Ocorre que nas sociedades ocidentais o sucesso, o dinheiro, a posse de bens e o poder que se desprende de tudo isso, representam o ponto mais alto dos valores que cada um sonha em possuir.
Desta forma, triunfar na escola constitui uma perspectiva de conseguir mais adiante uma boa situação e, em consequência, ter a possibilidade de acessar o consumo de bens. O baixo rendimento escolar pressupõe a renuncia a tudo isso. Os problemas específicos de aprendizagem se expressam de diferentes formas e afetam distintas competências, é muito difícil observar as dificuldades de maneira isolada. É imprescindível ressaltar que na realidade as dificuldades podem surgir em mais de uma das áreas estudadas ou um sintoma pode devido a mais de uma causa. Neste caso, a análise de cada situação individual permitirá um trabalho mais efetivo.

Para iniciar o nosso módulo abordaremos algumas estratégias que podem ser desenvolvidas com as crianças no que se refere a déficits de atenção.
Déficit de atenção

Estratégias em sala de aula

– Sentar a criança numa área silenciosa.
– Sentar a criança perto de alguém que seja um bom modelo a seguir.
– Sentá-la próximo de algum colega que possa apoiá-la em sua aprendizagem.
– Orientar a atenção da criança para a tarefa que será iniciada. É importante ajudá-la a descobrir e selecionar a informação mais importante, organizá-la e sistematizá-la.
– As rotinas de trabalho devem ser claras. Devem ser evitadas, na medida do possível variações imprevistas.
– Não é conveniente fazer atividades com limites de tempo. Isto pode favorecer condutas impulsivas.
– Permitir um tempo extra para completar seus trabalhos.
– Encurtar períodos de trabalho de modo a coincidirem com seus períodos de atenção.
– Dividir os trabalhos que lhes sejam dados em partes menores de modo que elas possam completá-lo.
– Dar assistência à criança para que ela se coloque metas a curto prazo.
– Entregar os trabalhos um de cada vez.
– Exigir delas menos respostas corretas que do restante da turma.
– Reduzir a quantidade de deveres de casa.
– Dar instruções tanto orais como escritas.
– Tentar envolver a criança na apresentação dos temas.
– Estabelecer sinais secretos entre a criança e o professor para poder fazê-lo notar quando está começando a se distrair.
– É importante que estas crianças estejam em ambientes de trabalho motivantes, com tarefas que sejam significativas para elas. Deve-se atrair o seu interesse e apresentar a ela tarefas que sejam desafiantes. Existia a crença que seria conveniente que estivessem em ambientes de trabalhos com poucos estímulos porque tudo lhes chama atenção; no entanto, agora se sabe que é importante proporcionar-lhes uma estimulação adequada, num ambiente que seja estimulante para estas crianças que tem déficit de atenção.
défict de atenção

Exercícios lúdicos


1- Mar e terra:

É desenhada no chão uma linha ou pode ser feita com fita adesiva. Pede-se às crianças que se coloquem à esquerda da linha e dizemos a elas: agora vocês estão no mar… Onde vocês estão? As crianças respondem: no mar. O professor continuará dizendo: quando eu disser terra todos devem pular para o outro lado. Os pés devem estar juntos no mesmo local. Então o professor irá dizendo terra, mar, terra, mar, terra, terra etc. Os que se equivocam vão sendo eliminados.
Obs: Nesta atividade poderá ser trabalhada a motricidade, lateralidade e déficit de atenção dos alunos.

Quem enxerga melhor

Cada criança tem papel e lápis. O professor deve dizer uma letra do alfabeto e as crianças devem escrever o maior número de objetos que estejam na sala e que comecem com essa letra. Este jogo pode ser repetido com cores.
Obs: Trabalhar com séries em que a criança já sabe escrever. Trabalhar as cores e a escrita, assim como o déficit de atenção do aluno.

Intercâmbio de pessoas

As crianças colocam-se em círculo e se olham, tentando recordar a posição de cada um dentro do círculo. Uma das crianças deve sair da sala e duas das crianças do círculo devem mudar de posição. Ao retornar à sala a criança que estava fora deve descobrir quais são as crianças que trocaram de lugar.

Obs: neste jogo pode ser trabalhado motricidade, orientação espacial, lateralidade, déficit de atenção.

Exercícios visuais


Com letras

 - Mostrar uma variedade de letras variadas, pedir à criança que pinte todas as letras semelhantes à do enquadramento.
Déficit de atenção
Obs: trabalha a atenção, conhecimento de letra, e até mesma se existe confusão com estas letras que pode ser um indício de dislexia a ser averiguado.

Com figuras geométricas

– Pede-se à criança que faça um círculo ao redor das figuras que são iguais  à do enquadramento:
Défict de atenção
Obs: trabalha-se a atenção, concentração, conhecimento de figuras geométricas

Figuras iguais

– Pedir à criança que identifique as figuras que são iguais, e pinte-a:
Obs: Trabalha-se conhecimento de cores, figuras geométricas, a atenção  e concentração das crianças.
 Fonte: http://www.ganhesempremais.com.br/

O lúdico na alfabetização







Matemática Lúdica




Trabalhando conceitos matemáticos: Sequência, ordem, numeração, quantidades, par, ímpar, cores, maior, menor, etc...